De onde
surgiu esse gigante? ASA 60 Anos de glórias e de lutas.
“Oh craques da Sportiva,
o ASA gigante tornai”.
Ora, de onde surgiu esse
Gigante? A resposta é simples. Gigante sempre fomos. Está no hino. Nascemos
gigantes.
O hino, a grandeza
histórica, o patrimônio, a torcida, tudo começou com a construção de uma estrada
de ferro. Surgimos talhados a sermos gigantes, fortes como uma estrada de
ferro. Um longo caminho a ser perseguido.
Em 1951, Arapiraca tinha
como prefeito o Dr. Coaracy da Mata Fonseca. A feira já começava a se destacar
em todo o Nordeste brasileiro. A empresa Camilo Colier estava construindo a
estrada de ferro.
E essas pessoas buscavam
algum meio de diversão nos dias de folga. Como não poderia deixar de ser, o
futebol estava em primeiro lugar. E a pedido dos funcionários, a direção da
empresa resolveu construir um campo de futebol.
Formou-se o time, que
obteve o sugestivo nome de Ferroviário, com as cores preta e branca. As tardes
de domingo da cidade ficaram movimentadas, pois seus habitantes tinham lugar
certo para ir, o campo da estação.
Mas a construção da
estrada de ferro foi concluída. Não havia mais Ferroviário. Os maiores empresários
e autoridades arapiraquenses não estavam conformados com o vazio provocado pela
falta do futebol.
Após várias discussões,
surgiu, assim, no dia 25 de setembro de 1952, a ASSOCIAÇÃO SPORTIVA DE
ARAPIRACA, era "o" ASA que surgia da força empreendedora do Sr.
Antônio Pereira Rocha, o primeiro presidente.
Já no primeiro campeonato
alagoano que participou, o ASA conquistou o seu primeiro título, sendo campeão
alagoano de 1953, em dois memoráveis embates contra o CSE de Palmeira dos
Índios, sendo o ato de homologação do título publicado na Gazeta de Alagoas do
dia 7 de abril de 1954.
Sim, o ASA, em sua
primeira competição, já mostrou porque é gigante, sendo CAMPEÃO ALAGOANO DE
1953. Um time gigante que nasceu campeão.
A força de um elenco com
craques como Luizinho Evangelista, Cecê, Paizé, Pinheiro, Everaldo, fincou as
cores preta e branca na história do futebol alagoano.
E o clube seguiu um
caminho de glórias na década de 60, seja com as famosas excursões pelo Nordeste,
quando destronava os adversários de forma impiedosa, recebendo a alcunha
Fantasma das Alagoas, sendo vice-campeão alagoano em 1967 e 1970, com muitos
jogadores servindo de base para a seleção alagoana de futebol, como Seba,
Panquela, Chico Baú, Cocorote, Sostenes, e o maior de todos, o craque Acebílio.
Eis que nos anos 70 o
clube precisava se modernizar. Arapiraca estava moderna com um novo Estádio
Coaracy da Mata Fonseca, agora com gramado, fosso e iluminação, agora apelidado
de colosso Fumeirão. E esse apelido tem origem no progresso da cidade
impulsionado pelo fumo. De pequena cidade do interior, Arapiraca passa a ser a
capital do Agreste, capital brasileira do fumo e segunda maior cidade do
Estado. A cidade também havia inaugurado a primeira emissora de rádio oficial,
a pioneira Rádio Novo Nordeste, a maior divulgadora do nosso ASA.
O ASA não podia perder o
trem dessa história. Então, o ASA aumenta a força quando os sócios patrimoniais
adquirem o primeiro patrimônio, em 1977, um imóvel-sede localizado no centro de
Arapiraca, fincando as raízes da agremiação como clube social.
Surge, então um novo ASA,
modernizado, um clube social para a diversão das famílias alvinegras, com um
novo escudo desenhado pelo artista Ismael Pereira, e com um novo nome
AGREMIAÇÃO SPORTIVA ARAPIRAQUENSE.
Um novo clube, com as
mesmas raízes, sem negar o passado e com olhos no futuro. E o ASA segue nos
trilhos como Gigante, massacrando impiedosamente os seus adversários.
Assim, moderno, como
clube de futebol e clube social, o Fantasma resolve não mais apenas assombrar
nos rincões do Nordeste, mas em todo o Brasil, logrando uma campanha vitoriosa
no campeonato brasileiro da Série A de 1979, firmando-se entre os 40 maiores
clubes do país no final dos anos 70.
Craques como Freitas,
Getúlio, Joãozinho, Paulo Silva, Geraldo Moreira, Rommel, Nem, Neto Surubim,
Marquinhos Girau, entre tantos que se destacaram com o manto alvinegro durante o
final da década de 70, décadas de 80 e de 90, conquistando os vices-campeonato
alagoanos de 1979 e 1991, com participações nas Séries A, B e C do campeonato
brasileiro.
O ASA, ainda no século
passado jogou as três divisões do campeonato brasileiro, foi campeão alagoano
em 1953, por diversas vezes foi vice-campeão, sempre montou times fortes e
disputou os campeonatos palmo a palmo com os seus adversários, com médias de
público altíssimas.
Sempre fomos gigantes,
sempre fomos o clube de massa, o clube do povo em Arapiraca. Outros clubes até
apareceram na cidade, alguns até se profissionalizaram e disputaram
campeonatos. Mas não sobreviveram. Não tiveram e não têm a mesma força da marca
ASA de Arapiraca perante o povo.
Assim, o ASA, gigante e
incólume, ano após ano, veio disputando os campeonatos, sempre com a massa
adentrando ao Coaracy da Mata Fonseca, “o Campo do ASA”, o Fumeirão,
esperançosa para que enfim pudesse novamente soltar o grito de “é campeão!”,
preso desde 1953.
E o grito de “é campeão!”
novamente ecoou em nossa massa no dia 9 de julho de 2000, com gol de Jaelson
aos 25 minutos do segundo tempo no estádio Rei Pelé, consagrando o alvinegro
como campeão alagoano de 2000. Veio o bicampeonato de 2001, os títulos de 2003,
2005, 2009 e 2011, tornando o ASA o campeão da década, o campeão do século XXI,
o campeão do milênio.
E esses títulos são fruto
do nosso amadurecimento como clube, como instituição, nesses sessenta anos.
Presidentes como Paulo
Tenório que dedicou uma vida para alcançar um campeonato alagoano foi um
exemplo a ser seguido pelas gestões posteriores. Presidentes como Professor
Zezinho Nascimento que salvou o clube de uma grande crise, com o apoio da nossa
imensa torcida.
E todos esses alvinegros,
presidentes ou não, que passaram pelo clube se viram recompensados nas pessoas
dos alvinegros como Luciano Machado (presidente bicampeão em 2000/2001), Moisés
Machado (presidente campeão em 2003), Noel Alves (presidente campeão em 2005), Celso
Marcos (campeão em 2009), José Oliveira (atual presidente e campeão em 2011).
E os atletas como
Denílson, Jaelson, Jota, Souza, Fuscão, Serginho, Jonathan, Moisés, Marcelinho,
Celso, Delmir, Pantera, Rodriguinho, Raul, Júnior Viçosa, Didira, todos
campeões da década, que honraram e ainda honram o manto alvinegro.
Mas o ASA, assim como no
século passado, no atual século não apenas se restringiu a ser um clube de
âmbito estadual. Destronou o Palmeiras na Copa do Brasil em 2002, venceu um
campeonato interestadual em 2005 (Alagipe) e obteve o vice-campeonato
brasileiro da série C de 2009, com um histórico duelo com o Rio Branco do Acre,
na famosa Batalha do Acre que cinqüenta espartanos alvinegros destruíram um
Estado da Federação, obtendo o acesso à Série B.
Assim, 30 anos depois da
brilhante campanha na Série A de 1979, o ASA volta a estar entre os 40 maiores
times do país. E a força do Gigante segue firme no trilho com um segundo
patrimônio adquirido, o terreno para a construção do Centro de Treinamento, que
se encontra com obra em pleno andamento.
Longa vida ao nosso clube
e que possamos crescer ainda mais, e que o Fantasma das Alagoas continue
fazendo história com a bravura dos atletas, a galhardia do manto alvinegro e a
força da nossa torcida.
